Fundo de Emergência: saiba como criar e qual o valor que deve poupar

Escrito por Conselhos do Consultor

24.03.21

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6 min de leitura
Fundo de Emergência

Despesas inesperadas, desemprego ou até a situação pandémica atual podem abalar a sua vida financeira de um dia para o outro. Ter um fundo de emergência ajuda-o a estar preparado para eventuais adversidades.

Nunca sabemos quando uma adversidade nos vai bater à porta, exemplo claro disso é a pandemia que vivemos atualmente. Por essa razão, é importante garantir a segurança financeira através, por exemplo, de um fundo de emergência.
Descubra neste artigo porque deve criar um fundo de emergência e qual o valor ideal que deve guardar.

A importância de um Fundo de Emergência

As adversidades podem acontecer em qualquer momento da sua vida. Problemas no emprego, saúde, avarias no automóvel ou em casa são apenas alguns exemplos de imprevistos que podem abalar a sua vida financeira.
Sendo imprevistos, não sabemos quando irão acontecer (se irão acontecer), pelo que importa termos uma postura de prudência e constituir uma poupança. Essa poupança nada mais é do que um fundo de emergência que deve estar sempre disponível caso algo aconteça.
A pandemia que atravessamos é um bom exemplo de como as adversidades acontecem de um dia para o outro, sem conseguirmos controlar. Muitos são os portugueses que infelizmente perderem o emprego e, como não tinham essa “almofada” financeira, ficaram numa situação muito complicada. Ter um fundo de emergência ajudaria a minimizar o impacto destas circunstâncias negativas.

Qual o montante ideal de um Fundo de Emergência?

Não existe uma resposta 100% correta. A maioria dos especialistas em finanças pessoais recomenda guardar uma quantia equivalente a 6 a 12 meses do valor despesas mensais. Ou seja, se as suas despesas mensais forem de 600 euros por mês, então deve criar um fundo de emergência no valor de 3.600 a 7.200 euros.
Contudo, também há especialistas que recomendam um mínimo de 3 meses e outros que aconselham 8 meses. Por outro lado, o valor do fundo de emergência também pode ser o equivalente a 6 ou 12 meses do valor do salário fixo, e não das despesas. Não existe muito consenso e há diferentes opiniões.
Contudo, o montante ideal não deve ser aquele que é estipulado por uma regra universal. O que serve para si, pode não servir para o seu vizinho. Por exemplo, se tem um emprego estável e não tem filhos dependentes, então o seu fundo de emergência ideal pode ser mais reduzido. Contudo, se o seu rendimento não é certo e tem filhos dependentes, então o ideal é mesmo garantir o equivalente a 12 meses de despesas mensais ou do salário.
O montante ideal será sempre aquele que se adequa ao seu caso em específico. Em caso de dúvida, e tendo essa possibilidade, crie um fundo de emergência mais robusto. Contudo, tenha em atenção que, se conseguir ter um valor muito superior ao equivalente de 12 meses, então nesse caso deve ponderar se existe outra forma de aplicar o dinheiro para o rentabilizar.
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Leia também: 8 Dicas fundamentais para poupar em 2021

Como criar um Fundo de Emergência

1) CALCULE O VALOR DAS DESPESAS MENSAIS

Para saber quanto precisa de guardar para o seu fundo de emergência, precisa de conhecer em detalhe todas as suas despesas. Comece por separar as despesas em fixas e variáveis. Nas despesas fixas encontra por exemplo a renda da casa, os créditos, seguros, mensalidade do ginásio, entre outras. Ou seja, são aquelas com valor mensal fixo. Nas variáveis, encontra então a conta da água, luz, supermercado, combustíveis e por aí fora.
Não se esqueça de incluir também as despesas anuais como o IMI, IUC, IRS ou até os livros escolares. Apesar de serem despesas pontuais, têm um peso anual muito significativo.
Use uma folha de Excel, alguma aplicação móvel financeira ou então anote tudo numa tabela. O importante é que não se esqueça de nenhuma despesa, mesmo que seja de valor reduzido.

2) CONTABILIZE OS RENDIMENTOS

Conhecidas as despesas, importa contabilizar o valor dos seus rendimentos. Aos rendimentos, deve retirar o valor das despesas que calculou anteriormente. O que sobra é então o valor que terá disponível para poupar mensalmente.
Não tem que necessariamente dedicá-lo apenas ao fundo de emergência. Contudo, deve fazer um esforço para dedicar parte desse valor, pelo menos até atingir o montante ideal do fundo de emergência. Uma boa dica é olhar para essa poupança como outra despesa fixa, tornando-a numa obrigação que deve cumprir mensalmente. Ou seja, estipule que todos os meses vai retirar 10%, por exemplo.
Não se esqueça de contabilizar também os subsídios de férias e de natal. Se necessário, aproveite-os para reforçar o seu fundo de emergência.

3) REDUZA AS DESPESAS E POUPE

Se a diferença entre os rendimentos e as despesas é favorável, então é sinal que tem uma boa margem para construir o seu fundo de emergência. Contudo, na grande maioria dos casos, isso não acontece. Por essa razão, é necessário adotar algumas estratégias para conseguir ir colocando algum dinheiro de lado.
Faça algumas destas questões: será que consegue reduzir a fatura de eletricidade ou da água? E as compras do supermercado? Consegue evitar almoçar ou jantar tantas vezes fora? No meio de tantas despesas mensais, há certamente algumas que podem ser reduzidas.
Sempre que conseguir poupar algum dinheiro nestas despesas, mesmo que sejam apenas 5 euros, coloque no seu fundo de investimento. Guarde o nosso eBook gratuito com 110 Dicas de Poupança para conhecer algumas estratégias de poupança.

4) SAIBA ONDE GUARDAR O FUNDO DE EMERGÊNCIA

A primeira regra é separar esse fundo da sua conta-corrente habitual. Assim, evita cair na tentação de ir gastando esse dinheiro. Depois, lembre-se que o objetivo do fundo de emergência é ter essa quantia de dinheiro disponível para qualquer imprevisto. Por isso, só faz sentido colocá-lo numa conta à qual seja fácil aceder, sem penalizações.
Para além disso, e para o ajudar a cumprir o seu objetivo, o ideal é dar ordem automática para transferir a percentagem que definiu do rendimento todos os meses. Assim, estará a garantir que cumpre o seu objetivo e que o dinheiro não é gasto noutras despesas.
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Leia também: 11 Conselhos de poupança para quem ganha pouco

Fundo de Emergência – O importante é começar!

Acabou de ler o nosso artigo e acha que será difícil conseguir poupar o equivalente a 6 ou 12 meses das suas despesas mensais? Não há problema. Poupe o que conseguir poupar. Mesmo que só consiga um fundo equivalente a 2 meses, isso já lhe dará alguma segurança.
Contudo, o nosso conselho é que estabeleça sempre o objetivo de ir aumentando essa poupança. Por isso, sempre que tiver um dinheiro extra, mesmo que sejam apenas 10 ou 20 euros, coloque-nos no seu fundo de emergência. Um poupança de 20 euros mensal traduz-se em 240 euros no final do ano.
Lembre-se: o mais importante é começar!
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Veja também: É possível poupar com rendimentos baixos?

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