“Fiquei desempregado, o que devo fazer?” – 7 conselhos úteis

Escrito por Cláudia Oliveira

05.10.21

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8 min de leitura
Desemprego

Estar no desemprego é um problema que pode levar a uma crise pessoal e familiar muito complicada. Contudo, é possível explorar alternativas e dar a volta à situação.

A instabilidade do mercado de trabalho em Portugal é uma realidade que acompanha os portugueses há muitos anos. Ficar no desemprego e demorar a encontrar um novo trabalho pode originar sérios problemas financeiros e pessoais. Nesse sentido, é importante ter uma atitude de resiliência para conseguir dar à volta a situação. Neste artigo reunimos algumas dicas que pode ser úteis nesta fase menos positiva. Se é o seu caso, então não desista e tente aplicar alguns destes conselhos.

Estou desempregado…e agora?

 

1) ORGANIZE AS SUAS FINANÇAS

Com a perda do rendimento fixo, o primeiro passo é organizar as suas finanças. Ainda que tenha direito ao subsídio de desemprego, é aconselhável que tenha mais contenção na hora de gastar o dinheiro disponível. Isto é especialmente importante no caso de não ter disponível um fundo de emergência. Assim, comece por:

  1. Contabilizar todos os rendimentos fixos (subsídios, salários, rendas, etc) e variáveis (prestações de serviços, vendas, etc);
  2. Registar todas as despesas fixas (renda, prestações de créditos, seguros, propinas, etc) e variáveis (produtos alimentares, combustível, água, luz, etc);
  3. Identificar oportunidades de redução das despesas, poupança e aumento dos rendimentos disponíveis.

É provável que já tenha ouvido ou até lido estes conselhos noutras plataformas, mas será que alguma vez os tentou aplicar? Ter um orçamento pessoal/familiar e saber geri-lo é um desafio, mas pode poupar-lhe muitas dores de cabeça. Por isso aproveite o desemprego e o tempo livre para colocar as contas “em dia” e começar a poupar. Lembre-se que esta situação de instabilidade pode durar algum tempo e precisa de ter um maior controlo para evitar entrar em incumprimento e contrair dívidas. Consulte o nosso artigo “Como fazer e gerir bem um Orçamento Familiar” para entender como deve organizar e gerir o seu orçamento.

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Leia também: 11 Conselhos de poupança para quem ganha pouco

 

2) MELHORE O SEU CURRÍCULO

Há quanto tempo utiliza o mesmo currículo? Há quanto tempo só atualiza a experiência profissional no seu currículo? Sabia que existe uma maior probabilidade de ter resposta a uma candidatura se diferenciar o seu currículo? Por isso, vá além do “esperado” e aproveite o tempo livre para melhorar e personalizar o seu currículo. Para ajudar, deixamos aqui algumas dicas:

Crie um CV online

Tenha sempre uma versão digital do seu CV e, se aplicável, crie um website onde consiga colocar o portefólio dos seus trabalhos, por exemplo. Isto é especialmente importante se a sua área for ligada ao design, ilustração, fotografia ou escrita. Mesmo para outras áreas, ter um website onde apresente o seu CV é sempre uma boa opção para se destacar dos restantes candidatos;

Tenha o CV em mais do que um idioma

Não é novidade que o inglês passou de “competência valorizada” para “competência obrigatória” na maioria dos anúnicos. Por isso, dependendo da sua área profissional, talvez seja vantajoso ter o CV em inglês ou noutro idioma que domine. Isto é especialmente importante se o anúncio de emprego exigir esta competência;

Cuide da estrutura

Evite criar um CV com várias páginas. Coloque-se no lugar do recrutador, que recebe imensos currículos, e tente condensar a informação. Não se esqueça de ordenar a informação conforme a relevância para o cargo em questão. Por isso, deixe de fora as competências que não são relevantes e dê destaque às que são pedidas no anúncio. O ideal é personalizar o CV para cada anúncio/empresa para garantir que inclui o que é exigido;

Cuidado com o design

Diferenciar o seu CV é importante, mas não se esqueça de respeitar algumas regras como o tamanho e tipo de letra ou a cor de fundo. Ou seja, certifique-se que deixa o CV legível. Pode recorrer à ajuda de um designer ou usar os modelos de CV disponíveis online. Em plataformas como o Canva, por exemplo, consegue gratuitamente adaptar um modelo e usá-lo. O Microsoft Word também já tem modelos de CV gratuitos. Por isso, não há desculpas para ainda usar um design ultrapassado.

Para além do currículo, não se esqueça de trabalhar na sua Carta de Apresentação ou na forma como se vai apresentar num email, por exemplo.

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Leia também: 6 Dicas para alcançar o Sucesso Profissional em 2021

 

3) PROCURE ATIVAMENTE POR EMPREGO

Se ficou sem trabalho, mas não se inscreveu no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), então pode começar por aí. Em todo o caso, não fique à espera que a proposta de emprego lhe bata à porta. Existem várias formas de procurar emprego:

  1. Procure pelas ofertas de emprego nos diferentes portais online, como por exemplo:
  2. Visite os sites das empresas onde gostaria de trabalhar e confirme se têm ofertas de emprego ativas. Caso não tenham, envie uma candidatura espontânea e “ofereça” os seus serviços;
  3. Crie um perfil do LinkedIn. Esta é uma rede social profissional gratuita onde várias empresas colocam vagas de emprego e andam à procura de candidatos qualificados;
  4. Peça ajuda aos gabinetes de apoio à empregabilidade das câmaras municipais ou associações locais;
  5. Procure emprego junto das empresas de recrutamento e seleção. Estas empresas são contratadas para encontrarem candidatos devidamente qualificados para determinada vaga. Não sabe que empresas são estas? Aqui ficam alguns exemplos:
  6. Fale com familiares, amigos ou ex colegas de trabalho para que saibam que está à procura de emprego. Destes contactos pode surgir uma oportunidade.

Como já percebeu, existem muitas possibilidades de encontrar trabalho. Por isso, não fique à espera que o centro de emprego resolva a situação por si. Para além disso, ao procurar ativamente por emprego tem a possibilidade de selecionar as vagas que mais se encaixam no que procura. É importante que tente encontrar um trabalho que vá de encontro às suas expectativas salariais e se enquadre na sua formação ou no que gosta de fazer.

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Leia também: BEP: saiba como se candidatar aos empregos do Estado

 

4) INVISTA NO SEU CONHECIMENTO

Conhecimento nunca é demais. Por isso, aproveite o tempo livre para melhorar e adquirir novas competências. Para isso, não tem necessariamente que investir dinheiro em cursos/formações. Pode ler e investigar sobre diferentes temas online ou através de livros, por exemplo. Tem também a possibilidade de aprender através de diferentes plataformas online que disponibilizam formações e cursos, alguns deles até são gratuitos. Deixamos alguns exemplos:

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Leia também: 8 Formas de Desenvolver Competências

 

5) RECORRA OS APOIOS SOCIAIS

No sentido de contrariar as taxas de desemprego, o IEFP tem criado alguns apoios e programas para incentivar a inserção dos desempregados no mercado de trabalho. Existem várias medidas que vão desde os estágios até à criação do próprio emprego ou empresa. Deixamos alguns exemplos:

  • Criação do Próprio Emprego
  • Emprego Jovem Ativo
  • Criação de Empresas
  • Programa Investe Jovem
  • Emprego Interior MAIS
  • Contrato Emprego Inserção
  • Contrato Emprego Inserção +
  • Estágios ATIVAR.PT
  • Incentivo à Aceitação de Ofertas de Emprego

Consulte o nosso artigo Está à procura de emprego? Estes 9 apoios podem ajudar para entender melhor como funciona cada um destes apoios e como se pode candidatar. 

 

6) APROVEITE OS TRABALHOS PONTUAIS

Enquanto não encontra um emprego a tempo inteiro na sua área, pode aproveitar para realizar alguns trabalhos pontuais. Existem pessoas e empresas que às vezes só precisam de ajuda numa determinada tarefa para um curto espaço de tempo. Por exemplo, uma loja pode precisar de um logótipo. Uma família pode precisar de explicações para os filhos. Em vários eventos são necessários fotográfos ou animadores sociais. Pode ajudar em pequenas obras. Estes são apenas alguns exemplos das oportunidades que podem surgir. Aproveite estes trabalhos pontuais para ganhar algum dinheiro. Não sabe como encontrar estas oportunidades? Fale com a sua rede de contactos e ofereça os seus serviços. Pergunte nos estabelecimentos locais se precisam de algum serviço.

 

7) SEJA RESILIENTE

Desistir nunca é opção. Por mais difícil que seja encontrar um emprego, deve continuar a tentar. Por isso o nosso último conselho é que mantenha uma atitude de resiliência e presistência.

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Leia também: Tem mais de 55 anos e procura emprego? Conheça a organização 55+

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