Como escolher o melhor Seguro de Vida do Crédito à Habitação?

Escrito por Cláudia Oliveira

27.10.21

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6 min de leitura
Melhor Seguro de Vida

Saber escolher o Seguro de Vida do Crédito à Habitação é fundamental para garantir a sua segurança, mas também para poupar. Conheça algumas dicas importantes.

Se vai contratar um Crédito à Habitação, então também será necessário contratar um seguro de vida. Esta é uma condição obrigatória nesta tipologia de crédito. Normalmente são os bancos a sugerir o seguro de vida e os clientes acabam por ficar com o seguro no banco onde contratam o crédito. Contudo, é importante que o cliente tome essa decisão de forma informada. Porquê? Porque um seguro de vida, para além de ser mais uma despesa, deve ter a cobertura que lhe confere maior segurança. Infelizmente isto nem sempre se verifica. Neste artigo explicamos-lhe o que deve ter em conta antes de decidir o seguro de vida que vai contratar.

Qual é a finalidade do Seguro de Vida?

O objetivo do seguro de vida é garantir que, em caso de morte ou algum incidente (acidente ou doença) a casa fique paga. Quanto contrai um Crédito à Habitação, os bancos exigem a contratação deste seguro. Porquê? Porque, em caso de morte ou invalidez do titular do crédito, a seguradora assume o pagamento do capital em dívida ao banco. Ou seja, este seguro serve como garantia para o banco, mas também para o segurado e a sua família.

O seguro de vida pode ser contratado:

  • Através de uma seguradora à sua escolha;
  • Através de uma seguradora associada ao banco onde vai contrair o empréstimo.

O que normalmente acontece é que o cliente aceite o seguro de vida que o banco lhe indica porque normalmente traz outras vantagens associadas, como a redução do spread, por exemplo. Ainda assim, é importante que o cliente tenha o cuidado de saber o que está a aceitar e avalie se as condições do seguro são as melhores.

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Leia também: Crédito à Habitação: será que tem o melhor Seguro de Vida?

Como escolher o melhor seguro de vida

1) Escolha com cuidado as coberturas

É muito importante ter atenção à escolha das coberturas. A cobertura de morte, pré-definida no seguro de vida, garante o pagamento da casa em caso de falecimento do titular do contrato do crédito. Porém, é possível incluir coberturas complementares:

  • IAD (Invalidez Absoluta e Definitiva) : cobertura para os casos em que acontece um acidente/doença que impossibilite a pessoa de trabalhar, sendo ainda necessário ter assistência por parte de terceiros para as suas atividades básicas (comer, vestir, andar, entre outras). Neste caso, incluem-se as pessoas que ficam em estado vegetativo e totalmente dependentes de terceiros.
  • ITP (Invalidez Total e Permanente): cobertura para os casos em que acontece um acidente/doença, deixando a pessoa sem conseguir exercer uma atividade remunerada. Neste caso, o grau de invalidez deve ser igual ou superior a 60% (esta percentagem pode variar consoante a seguradora). São então as pessoas que, após um acidente ou doença, deixam de trabalhar mas permanecem autónomas.

O seguro com cobertura ITP é mais abrangente do que o IAD porque impõe um menor grau de incapacidade para ser acionado. Como é mais abrangente, o seguro de vida com ITP pode ser mais caro, mas isso não é regra geral. Contudo, na hora de escolher precisa de ter em consideração a sua segurança e da sua família. Importa esclarecer que normalmente os bancos sugerem a cobertura IAD, e é aqui que deve ter especial cuidado antes de aceitar. Peça-lhes os valores e condições para a cobertura ITP.

2) Analise a opção de atualização do capital em dívida

Quando faz um crédito habitação, é pedido para fazer um seguro de vida com ou sem atualização automática do capital assegurado. Enquanto paga a prestação do crédito habitação, está também a pagar o prémio relativo ao seguro de vida. À medida que for pagando o crédito, o capital em dívida para com o banco vai diminuindo e o prémio de seguro poderá ser ajustado. Neste caso, opta-se pela atualização de capitais automática. Ou seja, o valor do seguro acompanha o valor em dívida, permitindo-lhe pagar menos de prestação à seguradora.

Deixamos um exemplo para entender melhor:

O cliente fez um crédito habitação de 120 mil euros e o seguro de vida tem um prémio sobre este valor. Decorridos alguns anos, o capital em dívida para com o banco é de 95 mil euros. Se optar pela atualização de capitais, então o prémio do seguro também é atualizado para os 95 mil euros, o que pode representar uma redução da prestação mensal do seguro.

Caso não opte por esta atualização de capitais, então o prémio do seguro continua a ser os 120 mil euros. Caso precise de acionar o seguro, o banco fica apenas com o capital em dívida (95 mil euros) e o restante valor fica para os herdeiros legais.

Esta é uma decisão que deve ser colocada em cima da mesa na hora de escolher o seguro de vida. Não há uma escolha certa, tudo dependerá se prefere ou não assegurar um valor extra para a sua família caso algo aconteça ou se prefere ir reduzindo o valor mensal do seguro.

3) Compare e simule diferentes ofertas

Como em qualquer outro serviço, comparar diferentes ofertas pode fazer toda a diferença. Por isso, não escolha o seguro de vida sem primeiro analisar o que é mais vantajoso. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, é possível ter o seguro de vida do crédito habitação noutra seguradora, sem que seja aquela que está associada ao banco em que fez o crédito. Se já tiver um seguro de saúde e quiser trocar, pode fazê-lo. Contudo, não deixe de analisar com cuidado as implicações dessa troca e peça simulações antes de decidir.

Ao preencher este formulário irá receber uma simulação gratuita e adaptada ao seu caso. Depois, caso fique interessado, basta responder. 

Por fim, deixamos um último conselho. Assista ao nosso episódio do Programa dos 3 Consultores sobre o Seguro de Vida do Crédito Habitação para entender melhor os cuidados a ter e como pode poupar:

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Leia também: Poupe ao transferir o Seguro de Vida do Crédito Habitação

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