8 Dúvidas frequentes sobre o Crédito Habitação

Escrito por Cláudia Oliveira

23.11.21

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5 min de leitura
Crédito Habitação Dúvidas

Comprar casa com recurso a Crédito Habitação pode levantar várias dúvidas. Neste artigo esclarecemos algumas das mais frequentes.

Todo o processo que envolve o crédito habitação pode ser complexo para a grande maioria dos portugueses. São muitas as decisões a tomar e muita burocracia pelo meio. Para ajudar, neste artigo respondemos às 8 dúvidas mais frequentes sobre o crédito habitação Caso não encontre a sua dúvida esclarecida, não deixe de consultar os outros artigos sobre o crédito habitação no nosso blog ou enviar-nos a sua questão.

1) O Seguro de Vida e Multirriscos é obrigatório?

No crédito habitação o banco exige um seguro de vida e um seguro multirriscos. Contudo, pode optar por fazê-los fora do banco, noutras entidades com melhores condições. Em todo o caso tenha em mente que o banco costuma propor um bonificação na taxa juro se fizer os seguros no banco. Mas não se deixe levar por isso porque essa bonificação pode não compensar. Compare sempre diferentes posibilidades antes de aceitar.

2) Taxa Fixa ou Taxa Variável?

Taxa Variável: resulta da soma do spread com a taxa Euribor. Tal como o nome indica, é uma taxa variável porque depende das oscilações da Euribor. Se a Euribor subir, a prestação também sobe e vice-versa.

Taxa Fixa: trata-se de um valor sempre igual durante o contrato. Ou seja, a prestação será sempre a mesma.

Qual a melhor? Depende de cada cliente. Para quem tem receio das oscilações da Euribor e prioriza a “segurança”, então o melhor talvez seja optar pela Taxa Fixa. Contudo, neste momento com as taxas Euribor a 3 ,6 e 12 meses estão negativas, pode ser mais vantajoso optar pela Taxa Variável. Mas mais uma vez: depende sempre do perfil do cliente porque, se a Euribor começar a subir e ficar positiva, o valor a pagar vai aumentar.

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Assista no nosso Canal do Youtube: Taxa Fixa vs Taxa Variável – Afinal qual é a mais vantajosa?

3) Quais as alternativas para quem não tem 10% do valor da entrada?

O Banco de Portugal recomenda que, para os créditos habitação destinados à aquisição ou construção de habitação própria ou permanente, o LTV (loan-to-value) nunca seja superior a 90%. Ou seja, os bancos não devem financiar a 100%, o que implica que o cliente disponha de 10% para dar de entrada (tenha atenção que muitos bancos só financiam a 70% a 80%).

Para quem não tem o mínimo de 10%, não existem muitas alternativas. O ideal é esperar até conseguir juntar esse valor, sem se meter em grandes aventuras para conseguir esse dinheiro (sim, falamos de contrair outro crédito para conseguir o valor da entrada). Uma outra opção é tentar o financiamento a 100% na aquisição de imóveis dos bancos. Nas casas vendidas pelos próprios bancos, o financiamento pode ser até 100% do valor do imóvel.

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Leia também: 5 Dicas para preparar as suas Finanças Pessoais para o Crédito Habitação

4) É obrigatório ter um fiador?

Não é obrigatório. O pedido de fiadores depende de cada caso e servirá sempre para reforçar as garantias junto do banco.

5) Quais são os impostos a pagar?

Para além do valor da entrada, ainda terá de contar com o pagamento destes três impostos:

  1. Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT)
  2. Imposto de Selo (IS)
  3. Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)

Entenda como calcular cada um destes impostos no nosso artigoComprar Casa: quais são os impostos a pagar?“.

6) O que é uma garantia hipotecária num crédito habitação?

O crédito hipotecário nada mais é do que um tipo de crédito que funciona sobre a oferta de uma garantia por parte do cliente. Essa garantia pode ser um imóvel ou outro bem equiparado. Os imóveis são a garantia mais comum mas, se o cliente for detentor de outro bem de valor superior ao empréstimo, também o pode utilizar.

No caso do crédito habitação, o banco exige a constituição da hipoteca sobre o imóvel financiado. Ou seja, a garantia pode ser a habitação adquirida, construída ou objeto de obras financiadas pelo empréstimo. “A hipoteca pode também recair sobre um imóvel de uma terceira pessoa, por exemplo de um familiar, caso a instituição aceite”, tal como explica o Banco de Portugal.

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Leia também: Crédito Hipotecário: O que é? Como funciona?

7) Como escolher a melhor proposta?

Para chegar à melhor proposta de crédito habitação, o ideal é:

  1. Compare os custos totais das diferentes propostas: compare a TAEG (Taxa Anual de Encargos efetivos Globais) e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor);
  2. Analise as vantagens/desvantagens da aquisição de outros produtos (vendas facultativas): o banco normalmente sugere a aquisição de outros produtos como a abertura de conta, seguros ou cartões de crédito em troca de uma bonificiação do spread. Mas atenção: lembre-se que estes produtos também “custam dinheiro”. Por isso é que é importante fazer contas.
  3. Peça ajuda: escolher a melhor proposta de crédito habitação não é uma tarefa fácil. Por isso, peça ajuda a um intermediário de crédito. O intermediário analisa com cuidado a sua situação financeira, compara diferentes propostas, trata de toda a burocracia e agiliza todo o processo. Na grande maioria dos casos, o intermediário recebe da instituição bancária e não cobra qualquer valor ao cliente.

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Leia também: Comprar Casa: 5 erros a evitar

8) É possível transferir o Crédito Habitação para outra entidade bancária? E o Seguro de Vida?

Sim, é possível transferir o crédito habitação para outra entidade bancária e o seguro de vida para outra seguradora com melhores condições. Muitas vezes a transferência significa uma poupança muito significativa. Em todo o caso, é sempre necessário fazer contas. O ideal é pedir ajuda nesse processo.

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Leia também: Crédito Habitação – Uma equipa de profissionais a trabalhar para si!

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