4 Dicas para encontrar o melhor crédito pessoal

Escrito por Cláudia Oliveira

26.04.22

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4 min de leitura
Melhor Crédito Pessoal

O crédito pessoal pode ser uma solução para diferentes necessidades imediatas. Contudo, não deixa de ser um empréstimo e por isso é necessário escolher com cuidado a melhor opção.

O crédito pessoal pode ser usado na aquisição dos mais variados bens e serviços. Independentemente da finalidade do crédito, o importante é que saiba que este é um compromisso com um impacto significativo no orçamento familiar. Por essa razão, deve ponderar se os seus rendimentos são suficientes para assegurar o pagamento da prestação mensal. Depois, deve escolher o crédito pessoal mais vantajoso para o seu caso. Neste artigo apresentamos-lhe algumas dicas para encontrar o melhor crédito pessoal.

Como encontrar o melhor Crédito Pessoal

1) COMPARE DIFERENTES OPÇÕES

A primeira dica é a mais óbvia e a mais importante. Em qualquer crédito é importante comparar diferentes alternativas antes de avançar. Cabe a cada instituição financeira decidir quais as condições e taxas de juro a aplicar. Por isso, comece por pedir simulações às diferentes instituições bancárias. As simulações devem ser idênticas, ou seja, devem ser para o mesmo montante e prazo de reembolso. Depois, deve comparar alguns indicadores como a TAEG , que expressa o custo total do crédito (juros, comissões, impostos e outros encargos associados ao crédito). As instituições financeiras vão disponibilizar a Ficha de Informação Normalizada (FIN) e é nesse documento que encontra os indicadores que deve comparar.

2) ESCOLHA A TAXA DE JURO MAIS BAIXA

Quando estiver a comparar diferentes propostas, um dos elementos mais importantes é a taxa de juro associada. O crédito pessoal tem a “fama” de ser um crédito onde são aplicadas elevadas taxas de juro. Por essa razão, deve procurar a proposta com a taxa de juro mais baixa. Na FIN, para além da TAEG que já explicámos, também vai encontrar a taxa juro anual nominal (TAN), que representa apenas o custo associado aos juros do crédito.

Importa ainda explicar que, desde 2010, foi criado o regime de taxas máximas, ou seja, um regime que limita as taxas que se podem aplicar nos créditos ao consumo. O Banco de Portugal publica essas taxas de forma trismetral para os diferentes tipos de crédito, onde se inclui o crédito pessoal. Neste momento, o limite é o seguinte:

Melhor Crédito Pessoal

Taxas de juro no crédito aos consumidores (Portal do Cliente Bancário)

Pode consultar as taxas sempre atualizadas aqui.

3) NÃO ACEITE QUALQUER PRAZO

A regra é simples: quanto mais tempo a pagar o crédito, mais juros e outros custos vai pagar, ou seja, mais caro ficará o empréstimo. Por isso, o prazo de reembolso é um fator a analisar com toda a atenção. Pode ser tentador alargar o prazo para conseguir uma prestação mensal inferior, mas é preciso fazer contas. Um ano a mais faz toda a diferença no custo total do crédito. Por exemplo, num financiamento de 5000 euros, aumentar o prazo de 3 para 4 anos pode significar mais 200 euros de juros.

Use o Simulador de crédito aos consumdiores do Banco de Portugal para avaliar o impacto do prazo do reembolso nos juros a pagar.

4) CUIDADO COM AS COMISSÕES E OUTROS ENCARGOS

A contratação de um crédito pessoal também implica o pagamento de comissões. Essas comissões podem ser de análise, abertura do processo, entre outras. Estas comissões refletem-se no custo do crédito e deve usar a TAEG para comparar as comissões aplicadas pelas diferentes instituições.

Há ainda outro alerta deixado pela Deco Proteste: alguns bancos “propõem juntar ao valor que solicitou os custos destas comissões, seguros e ainda o imposto do selo sobre a utilização do crédito. Opte por não juntar, pois irá estar a pagar juros sobre esse valor, o que irá encarecer o crédito no total”. Tenha atenção a este ponto.

É também frequente que as instituições peçam a subscrição de algum tipo de seguro, como o seguro de vida. Neste caso, é importante que saiba que não é obrigatório subscrever o seguro na mesma instituição onde pediu o crédito. Pode subscrever o seguro fora da instituição bancária, se isso lhe garantir melhores condições e desde que cumpra os requisitos solicitados pela instituição onde fez o crédito. Por isso, seja fora ou dentro da mesma instituição, escolhe a opção mais vantajosa.

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Leia também: Crédito Pessoal para a entrada do Crédito Habitação: sim ou não?

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