Crédito Habitação com Taxa Fixa- Sim ou não?

Escrito por Cláudia Oliveira

13.07.22

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4 min de leitura
Crédito habitação taxa fixa

Com a subida das taxas Euribor, têm sido muitas as famílias a ponderar o crédito habitação com taxa fixa. Entenda melhor como funciona.

Escolher a taxa a aplicar ao crédito habitação é sempre uma decisão que envolve ponderação. Até há bem pouco tempo, a taxa variável era mais compensatória pelo facto da Euribor estar em terreno negativo. Agora, com a subida da Euribor em todos os prazos, a taxa variável torna-se menos atrativa. Contudo, isso não significa que tem que ir a correr mudar. Entenda melhor como funciona o crédito habitação com a taxa fixa e o que deve fazer.

Crédito Habitação com Taxa Fixa – Sim ou Não?

Nos créditos com taxa fixa, a taxa de juro não varia durante o prazo de pagamento acordado. Ou seja, o cliente paga sempre a mesma prestação mensal de acordo com as condições negociadas com a instituição bancária. Ao contrário do que acontece na taxa variável, as variações da Euribor não afetam a taxa fixa. Com a taxa variável é preciso contar com as flutuações da Euribor, que podem resultar na subida ou descida da prestação mensal.

Nos últimos anos compensou contratar um crédito habitação com taxa variável. Contudo, no atual contexto de instabilidade devido à inflação provocada pela guerra na Ucrânia, essa vantagem foi reduzida. Embora ainda compense a taxa variável, não é possível afirmar que as taxas Euribor não vão continuar a aumentar. Em 2008, durante a crise financeira, as taxas Euribor atingiram os 5%. Com o atual contexto, é esperado com as taxas Euribor se continuem a agravar.

Ao ler isto deve estar a pensar que então será melhor mudar já para a taxa fixa, tal como muitas famílias pensam. O problema é que esta subida da Euribor também influencia a taxa fixa. Ou seja, as ofertas das instituições bancárias para a taxa fixa estão menos vantajosas e já é difícil conseguir uma taxa fixa inferior a 2%. Por isso é que esta decisão de escolher a taxa fixa não é assim tão linear. O problema, mais uma vez, é que ninguém adivinha o que vai acontecer no futuro.

Ainda assim, precisa de ter em conta a sua aversão ao incerto. A taxa fixa pode ser a melhor opção se prefere saber exatamente quanto vai pagar de prestação mensal nos próximos tempos. Isso pode dar-lhe alguma tranquilidade e, ao mesmo tempo, facilitar-lhe a gestão do orçamento familiar.

Seja qual for a sua decisão, lembre-se sempre que precisa de analisar com cuidado a proposta da instituição financeira antes de aceitar. É preciso analisar o impacto na prestação mensal e perceber quanto é que ficaria a pagar com a mudança para taxa fixa ou com a subida das taxas Euribor.

Use a nossa “Calculadora da nova prestação da Euribor“ para simular diferentes cenários e perceber quanto ficaria a pagar com diferentes taxas Euribor.

Subida das taxas de juro – Prepare-se!

A prevenção é sempre a melhor estratégia para evitar ficar numa situação financeira mais complicada. Eis algumas das soluções que podem ajudar a reduzir o impacto da subida da Euribor:

  • Falar com o banco e tentar renegociar as condições atuais do crédito habitação;
  • Transferir o crédito habitação para outro banco que ofereça melhores condições;
  • Transferir o seguro de vida para conseguir melhores condições;
  • Fazer uma amortização parcial, que vai permitir reduzir o capital em dívida e, por consequência, a prestação mensal;
  • Aumentar o prazo para conseguir aliviar a prestação mensal (esta opção implica mais tempo a pagar juros).

No nosso artigo “Subida das taxas de juro – E agora? “ encontra mais informação sobre cada uma destas opções.

Se já começa a sentir dificuldades em cumprir com o pagamento da prestação, não se esqueça que também pode recorrer aos mecanismos de proteção PARI e PERSI

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Leia também: Revisão do Crédito Habitação: há bancos a fazer 0.9% de spread

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