Começar a Investir: Os conselhos da CMVM para iniciantes

Cláudia Oliveira
2026-03-03
11 minutos
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Começar a investir - Os conselhos da CMVM

Quer investir mas não sabe por onde começar? Seguir os conselhos da CMVM pode ser uma boa ajuda.

Começar a investir pode ser um verdadeiro desafio para quem não tem o conhecimento necessário. Em todo o caso, o passo de decidir investir já é um bom começo. A partir daqui, é necessário estudar como funciona o mercado financeiro e definir uma estratégia de investimento. É importante que essa estratégia esteja alinhada com sua aversão ao risco. Lembre-se que os investidores têm diferentes perfis e é importante respeitar o seu. Se ainda está a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos, os conselhos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) são o melhor ponto de partida: simples, práticos e pensados para proteger quem começa do zero.

Começar a Investir – Os conselhos da CMVM

A CMVM é uma entidade que regula e supervisiona os mercados de instrumentos financeiros com o objetivo de proteger os investidores. A par disso, a CMVM disponibiliza várias informações e conselhos para que os investidores tomem decisões ponderadas e responsáveis. No portal da CMVM encontra muita informação útil para investidores e também para profissionais inseridos nesta área. Para quem está a pensar começar a investir, a CMVM deixa algumas dicas essenciais:

1) Certifique-se que o intermediário financeiro está registado

Se já pesquisou algumas entidades com as quais pondera realizar o seu investimento deve, em primeiro lugar, confirmar se essa entidade está registada, ou seja, se não está perante nenhuma fraude. Para o fazer, deve aceder ao portal da CMVM e seguir o caminho Sistema de Difusão de Informação > Intermediários Financeiros

2) Leia tudo antes de avançar

Antes de tomar uma decisão, deve ter estes cuidados:

  • Ler todos os documentos que descrevem o instrumento financeiro;
  • Não assinar nada enquanto tiver dúvidas ou não compreender aquilo que é apresentado sobre as características do produto ou serviço;
  • Informe-se sobre o risco associado ao produto ou serviço;
  • Certifique-se que todas as informações que obteve estão devidamente descritas nos documentos que vai assinar. Isto é essencial caso precise de reclamar mais tarde pois irá servir de prova.

3) Conheça o seu perfil de risco

Os investidores não são todos iguais. Segundo explica a CMVM, “o intermediário financeiro deve preencher um formulário para avaliar o seu perfil de risco enquanto investidor”. As classificações mais comuns para o perfil de risco são:

1) Conservador ou prudente

Um investidor que procura produtos com a garantia do capital e das rendibilidades equivalentes às taxas de juro de curto prazo. Este investidor é avesso aos principais riscos, nomeadamente, de capital, rendimento e liquidez, e não suporta grandes oscilações no valor dos produtos. Assume preferência por investimentos de capital garantido, aos quais pode estar associado uma menor rendibilidade.

2) Equilibrado ou moderado

Este investidor tem preferência por produtos com garantia do capital investido. Porém, está disposto a assumir algum risco e alguma volatilidade, e procura, a longo prazo, obter uma rendibilidade acima das taxas de juro de curto prazo.

3) Arrojado ou dinâmico

Um investidor que procura uma rendibilidade superior à média do mercado. Está disponível tanto para aplicações de médio e longo prazo, bem como para suportar oscilações nos preços dos produtos e assumir o risco de perda do capital investido.

[Fonte: classificação e descrição dos perfis de risco disponíveis no portal da CMVM]

É essencial que conheça e respeite o seu perfil de investidor. Isso vai permitir que descubra se tem mais ou menos aversão ao risco e, com base nisso, definir uma estratégia de investimento. Essa estratégia deve ser o mais responsável e adequada a esse perfil, sem esquecer o seu “objetivo de investimento e situação financeira, a sua disponibilidade para aplicações de curto, médio ou longo prazo, bem como os seus conhecimentos sobre os diferentes instrumentos financeiros”.

4) Diversifique os seus investimentos

A CMVM relembra a importância de “nunca colocar todos os ovos no mesmo cesto“. Na prática, isto significa que deve “investir em diferentes produtos financeiros, com graus de risco distintos, diversificando também em zonas geográficas e setores da atividade económica”.

5) Cuidado com os retornos garantidos

Promessas há muitas e no mundo dos investimentos isso não é diferente. Desconfie sempre das garantias de rentabilidades elevadas com pouco ou nenhum risco associado.Todos os investimentos têm associado algum risco e a perspetiva de maiores retornos significa que estará a assumir também maiores riscos”.

6) Informe-se e quantifique comissões e custos

Comprar, vender e manter os produtos de investimento tem custos associados. Esses custos podem ser comissões, custos de transação ou de corretagem, de guarda de títulos (ou custódia / registo e depósito) ou de reembolso. Esses custos devem ser sempre avaliados e considerados pois têm impacto na rentabilidade do investimento. A CMVM aconselha a pedir várias simulações e uma quantificação rigorosa dos valores destes custos. 

7) Aprenda a reconhecer indícios de fraude

As situações de fraude não são assim tão raras. Para evitar essas situações, siga os conselhos da CMVM:

  • Duvidar de investimentos em que são prometidas elevadas rentabilidades e baixo risco;
  • Desconfiar de retornos muito acima da média do mercado;
  • Evitar tomar decisões precipitadas e desconfiar de pedidos de respostas rápidas, em particular associadas a temas complexos ou inovadores;
  • Obter o máximo de informação sobre a entidade e operações propostas e verificar se as entidades são registadas na CMVM;
  • Exigir respostas concretas a questões como: “Como conseguiram o meu nome e contacto?”, “Estão registados na CMVM?”, “Quais as comissões e custos nesta aplicação?”, “Podem enviar prospetos, fichas técnicas e propostas de investimento por email ou correio?”, “Qual é o risco?”
  • Evitar dar informação pessoal a pessoas ou entidades quando tem dúvidas quanto à sua idoneidade.

8) Acompanhe a conjuntura internacional

A economia mundial está cada vez mais interligada e e os mercados financeiros refletem isso. Por isso, acompanhar o que se passa lá fora permite-lhe antecipar possíveis impactos nos seus investimentos.

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Leia também: 11 Sugestões de livros para quem quer investir

Ferramentas gratuitas da CMVM que deve conhecer

A CMVM disponibiliza várias ferramentas úteis, gratuitas e em português:

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Leia também: TAXEDU: Como aprender sobre impostos no portal de Educação Fiscal da União Europeia

Lembre-se: Conhecimento é sempre o melhor Iinvestimento

Nunca é demais relembrar que investir exige um entendimento e acompanhamento constante de tudo o que se passa nos mercados financeiros. Quanto mais conhecimento tiver, mais fácil será tomar decisões vantajosas.

A informação nunca foi tão acessível. Por isso, aproveite essa facilidade para estudar e aprender, mas escolha sempre fontes credíveis.

Para consultar os conselhos que enumerados neste artigo na brochura “Dicas CMVM ao Investidor“.

Quer dar o próximo passo? Aprenda a investir em ETFs 

Agora que já conhece os princípios fundamentais para começar a investir com segurança, talvez esteja a perguntar-se: “Mas afinal, em que devo investir?” Uma das opções mais populares entre investidores iniciantes são os ETFs (Exchange-Traded Funds): fundos de investimento que se compram e vendem em bolsa, com custos reduzidos e grande diversificação.

Para o ajudar a dar este passo, criámos um curso gratuito de ETFs especialmente pensado para iniciantes. Ao longo de 9 aulas práticas, vai aprender:

  • O que são ETFs e como funcionam
  • As vantagens e desvantagens face a outros produtos
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Nota: Este curso tem fins educativos e não constitui aconselhamento financeiro.

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O conteúdo apresentado não substitui a necessidade de consultar entidades especializadas no assunto.

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