Um intermediário de crédito cobra pelo serviço? É ele que recusa ou aprova o crédito habitação? Esclareça estes e outros mitos.
Está a pensar comprar casa com recurso a crédito e alguém lhe sugeriu falar com um intermediário de crédito? Talvez já tenha ouvido falar, mas não tem bem a certeza do que faz, como cobra ou se é de confiança? A maioria dos portugueses ainda tem ideias erradas sobre esta atividade e acabam por não recorrer a estes profissionais. O problema é que isso pode custar-lhe um apoio valioso numa das decisões financeiras mais importantes da sua vida.
Vamos desfazer, um a um, os mitos mais comuns.
Mito 1: “Vou ter de pagar ao intermediário de crédito pelo serviço”
Esta é, provavelmente, a ideia errada mais comum e o motivo que mais afasta as pessoas dos intermediários de crédito.
Na grande maioria dos casos, o cliente não paga nada ao intermediário de crédito. A remuneração deste profissional é paga pela instituição de crédito (o banco). Ou seja, o cliente beneficia de um serviço de aconselhamento, negociação e acompanhamento do processo sem qualquer custo direto.
⚠️ Existem intermediários de crédito não vinculados que podem cobrar pelo serviço em determinadas situações, mas isso deve ser sempre comunicado de forma clara e antecipada, antes de qualquer compromisso da sua parte. Se ninguém lhe explicou isso antes de avançar, desconfie.
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Mito 2: “É o intermediário que aprova ou recusa o meu crédito”
O intermediário de crédito não tem poder de decisão sobre a aprovação do crédito habitação. Quem aprova ou recusa é sempre o banco, com base na análise do perfil financeiro do cliente: rendimentos, histórico de crédito, taxa de esforço, entre outros fatores.
O que o intermediário faz é preparar o processo do cliente da melhor forma possível, apresentá-lo aos bancos mais adequados ao perfil e acompanhá-lo durante todo o processo. A palavra final é sempre do banco.
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Mito 3: “O intermediário só trabalha com um banco”
Depende do tipo de intermediário de crédito:
- Intermediário vinculado: tem um contrato de vinculação com uma ou mais instituições de crédito e apresenta propostas de crédito dessas instituições;
- Intermediário não vinculado: trabalha de forma independente e pode apresentar propostas de diferentes instituições de crédito (não tem contrato de vinculação).
O importante aqui é saber exatamente com que tipo de intermediário está a contar. É obrigação do intermediário clarificar tudo logo no início.
💡 Para saber se um intermediário de crédito está ou não vinculado, basta pesquisar pelo nome do intermediário no portal do Banco de Portugal. Também pode consultar a que instituições de crédito está vinculado e os serviços que dispõe.
Mito 4: “Se o banco recusou o meu crédito, o intermediário não vai conseguir nada”
Não necessariamente. Um intermediário experiente conhece os critérios de análise de várias instituições e pode identificar os bancos mais adequados ao perfil do cliente. Isto é algo que seria difícil de fazer por conta própria, a não ser que tivesse disponibilidade para contactar dezenas de bancos individualmente.
Para além disso, o intermediário pode ajudar a perceber o motivo pelo qual o crédito foi recusado e trabalhar no sentido de melhorar as condições do cliente antes de avançar para um novo pedido ao banco.
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Mito 5: “O intermediário recebe uma parte das minhas prestações do crédito”
Não. Um intermediário de crédito não recebe dinheiro nem interfere com o pagamento das prestações do crédito, nem com qualquer outro encargo relacionado. O papel do intermediário termina, na prática, quando o crédito é aprovado e contratado. A partir daí, a relação é diretamente entre o cliente e o banco e as prestações mensais são sempre pagas ao banco.
⚠️ Se algum dia alguém se apresentar como intermediário de crédito e lhe pedir para gerir pagamentos em seu nome, recuse de imediato e denuncie ao Banco de Portugal. Pode estar perante uma situação de fraude.
Mito 6: “Qualquer pessoa pode chamar-se intermediário de crédito”
Errado. A atividade de intermediário de crédito em Portugal é regulada e supervisionada pelo Banco de Portugal. Para exercer legalmente, é obrigatório estar registado no Banco de Portugal, cumprir requisitos de idoneidade e formação, e respeitar um conjunto de obrigações de transparência e conduta perante o cliente.
⚠️ Antes de confiar o seu processo a alguém, confirme se o profissional/entidade consta da lista oficial de intermediários autorizados.
Mito 7: “Recorrer a um intermediário torna o processo mais demorado do que ir diretamente ao banco”
Pelo contrário. Um intermediário com experiência conhece os processos internos dos bancos, sabe que documentação é necessária e antecipa eventuais entraves. Isto, na prática, pode acelerar significativamente a aprovação do crédito habitação.
Tratar de um crédito habitação sozinho implica contactar vários bancos, comparar propostas com condições diferentes, perceber a terminologia (TAEG, MTIC, spread, Euribor…) e negociar sem ter um ponto de referência claro. Um intermediário de crédito faz esse trabalho por si, com conhecimento e experiência.
👉 Se precisar de ajuda de um intermediário de crédito, preencha este formulário (sem custos nem compromisso associados). Trabalhamos com uma rede de parceiros de confiança com a experiência necessária para analisarem o seu caso e encontrarem a proposta de Crédito Habitação mais adequada.
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