Tem notas danificadas pelas tempestades, incêndios ou outros incidentes? Pode recuperá-las junto do Banco de Portugal através do serviço de valorização de notas.
As recentes tempestades em Portugal deixaram muitas habitações com prejuízos elevados na sua estratutura e no recheio. A situação piora para quem viu as suas notas molhadas e danificadas. Felizmente é possível recuperar esse dinheiro. O Banco de Portugal disponibiliza um serviço gratuito de valorização de notas que permite recuperar o valor dessas notas. Contudo, há algumas requisitos a cumprir.
O que é o Serviço de Valorização de Notas do Banco de Portugal?
Este é um serviço público do Banco de Portugal que permite recuperar as notas danificadas por causas acidentais como inundações, humidade, incêndios ou até roedores. Depois de receber as notas, o Banco de Portugal analisa gratuitamente o seu estado para confirmar se cumprem os requisitos para não evolver o contravalor (o valor em dinheiro novo) aos donos.
Quais as condições para recuperar as notas?
Só há direito ao reembolso se:
- As notas forem genuínas (o Banco verifica com técnicas especializadas);
- Se for possível reconstruir mais de 50% da área da nota original;
- Se menos de 50% da nota estiver intacta, é necessário apresentar prova da destruição do resto (ex.: auto de polícia ou declaração escrita sobre o acidente);
- As notas não tiverem sido intencionalmente mutiladas ou danificadas.
Como entregar e recuperar as notas?
Opção 1: Presencialmente
- Dirija-se a uma tesouraria do Banco de Portugal (Lisboa, Porto, Braga, Viseu, Coimbra, Évora, Faro, Funchal ou Ponta Delgada);
- Identifique-se com documento válido e entregue as notas para valorização;
- O Banco de Portugal entrega-lhe um documento comprovativo da entrega do numerário.
Opção 2: Por correio
Prepare dois envelopes:
- No primeiro coloque as notas danificadas. Feche o envelope e por fora escreva “Contém numerário” e a descriminação das notas que está a enviar (exemplo: 2 notas de 50€);
- O segundo envelope serva para colocar o primeiro com as notas e juntar os documentos e dados necessários: fotocópia do documento de identificação, morada completa, dados necessários para a realização da transferência bancária (IBAN) e contactos (e-mail e/ou número de telefone);
- Faça o envio por correiro através de serviço especial de valor declarado dos CTT* para:
Banco de Portugal
Departamento de Emissão e Tesouraria
Unidade Central de Operações com Numerário
Apartado 2001
1100-012 Lisboa
* Serviço especial de valor declarado: serve para proteger o conteúdo das correspondências, como é o caso de objetos de valor realizável, notas de banco ou outros títulos (até ao limite máximo de 5000 euros). Em casos de perda, avaria ou espoliação total, o cliente é reembolsado pelo valor real da perda.
Os fragmentos das notas entregues ao Banco de Portugal são depois enviados para o serviço de valorização de notas. Segundo explica o Banco de Portugal, “o serviço utiliza técnicas de reconstituição dos fragmentos das notas e de aferição da sua genuinidade, que permitem apurar o valor a devolver aos seus proprietários“.
Por fim, o valor a reembolsar é creditado na conta bancária do proprietário, caso o IBAN tenha sido enviado. Em alternativa, os proprietários são notificados para se dirigirem a uma tesouraria do Banco de Portugal para receberem esse valor.
Dicas para proteger o dinheiro guardado em casa
Não é aconselhável guardar uma grande quantia de dinheiro em casa. Contudo, pode ser importante ter uma reserva em numerário num kit de emergência para situações em que há falhas prolongadas de energia e não é possível uitilizar os cartões bancários. O ideal é colocar esse numerário num saco plástico hermético. Apesar de não ficar protegido de todos os possíveis incidentes, pelo menos aumenta a probabilidade de não ficar danificado pela água.
Certifique-se também que coloca o kit de emergência num local de fácil acesso e devidamente protegido da humidade e do calor.
Se, além do kit de emergência, tiver mais dinheiro em casa, siga as mesmas dicas e guarde-o numa saco fechado e num local igualmente protegido. Contudo, o nosso conselho é que evite ter uma grande quantia em numerário guardada em casa. Além dos acidentes e desastres naturais, ainda corre o risco de roubo ou até perda por esquecimento.
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O conteúdo apresentado não substitui a necessidade de consultar entidades especializadas no assunto.