Precisa de um crédito habitação mas acha que é necessário ter um fiador? Descubra neste artigo se isso é sempre verdade.
Quando solicita um crédito habitação, o banco avalia, entre outros indicadores, a sua situação financeira e estabilidade profissional. O objetivo é avaliar a capacidade para assumir o pagamento do crédito e o risco de incumprimento. Dependendo dessa análise, o banco pode exigir um fiador para aprovar o crédito habitação. Contudo, isso não é regra geral.
Qual o papel do fiador no Crédito Habitação?
Por fiador entende-se a pessoa que se compromete a assumir a responsabilidade da dívida de outra pessoa. Ou seja, se o titular do crédito deixar de pagar as prestações, o banco irá cobrar ao fiador essa dívida. É comum que as instituição bancárias peçam um fiador ao cliente que contrai o crédito habitação como forma de garantia.
É possivel ter o crédito aprovado sem fiador?
Sim, é perfeitamente possível. Como já vimos, o banco toma essa decisão depois de avaliar a solvabilidade do titular do crédito e o risco de entrar em incumprimento. Se o banco considerar que o risco é reduzido, pode aprovar o crédito sem exigir fiador.
Quando é que o banco pode exigir um fiador?
O banco pode exigir um fiador quando verifica algumas destas situações:
- Situação profissional instável (está há pouco tempo na empresa, não está efetivo, etc);
- Rendimentos reduzidos e/ou incertos;
- Existência de outras despesas regulares que pesam no orçamento familiar (por exemplo: outros créditos);
- Mau histórico de pagamento de outros créditos (informação constante no Mapa de Responsabilidade de Crédito);
- Taxa de esforço superior ao limite recomendado (o limite da taxa de esforço pode variar de banco para banco, mas normalmente tem um limite máximo de 40%);
- Valor da “entrada” reduzido: valor inicial disponível inferior ao recomendado (geralmente 10–20% do valor do imóvel);
- Idade avançada ou então se for muito jovem.
Se nada disto se aplicar ao seu caso e conseguir provar ao banco que tem estabilidade profissional, rendimento certo e bom historial no pagamento de outros créditos, então talvez consiga o crédito sem fiador. Ainda assim, deve ter em mente que ter fiadores para pedir um crédito habitação pode ser uma grande ajuda para conseguir aprovação por parte do banco. Por isso não encare a exigência de um fiador como algo a desconsiderar, mas sim como um normal procedimento de segurança dos bancos.
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Crédito Habitação: como preparar o pedido para evitar a exigência de um fiador
Antes de avançar para o pedido de crédito habitação, deve sempre garantir que tem as suas finanças “em ordem”. Dessa forma não só evita que o banco recuse o crédito, como ainda garante que consegue pagar as prestações mensais com alguma folga financeira. Comece por:
- Calcular taxa de esforço e simular diferentes cenários com diferentes prestações para perceber qual o limite da prestação mensal que pode assumir: utilize a nossa calculadora de taxa de esforço gratuita;
- Garantir algum capital inicial: não se esqueça que os bancos só financiam parte do valor do imóvel. Para além disso, é necessário pagar despesas como a escritura e os impostos;
- Organizar o orçamento familiar para conseguir acompanhar o rendimento disponível, as despesas fixas e variáveis e a sua situação financeira;
- Pedir ajuda: o crédito habitação é uma despesa que pode ter um impacto sério na sua vida financeira. Não hesite em pedir ajuda para fazer a escolha mais segura e vantajosa para si ou para a sua família.
👉 Não se esqueça que em 2026 estão em vigor um conjunto de medidas de apoio no crédito habitação. Descubra quais são em “Comprar Casa – Quais as Medidas de Apoio em Vigor em 2026?“.
Curso de Crédito Habitação
Perceber como funciona o crédito habitação é o primeiro passo para garantir a aprovação do crédito, seja para habitação própria ou secundária. Por isso, aconselhamos que comece por fazer o Curso de Crédito Habitação. Este curso exploras as várias fases do processo de contratação do crédito e é gratuito. Por isso, não deixe de aproveitar esta oportunidade!
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O conteúdo apresentado não substitui a necessidade de consultar entidades especializadas no assunto.